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Terremoto de magnitude 7,4 atinge a Colômbia e deixa dezenas de mortos

Balanço mais recente aponta 132 mortos e mais de 570 feridos; presidente declarou desastre nacional após epicentro no Chocó atingir Pereira, Cali, Manizales e outras cidades.

Por Núcleo de Contexto · Apuração e verificação · 4 min de leitura

Publicado em · Atualizado em

Colômbia

Em resumo

  • Terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia às 7h34 (horário local) desta segunda-feira (10), com epicentro perto de San José del Palmar, no Chocó
  • Balanço mais recente da Asocapitales aponta 132 mortos e mais de 570 feridos (números preliminares); presidente Abelardo de la Espriella declarou desastre de caráter nacional
  • Cali registra também 188 pessoas desaparecidas e ~5 mil residências danificadas segundo o governo; parte do Hospital Universitário de Cali desabou com pacientes de UTI presos nos escombros

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), por volta das 7h34 no horário local. O epicentro foi localizado a poucos quilômetros de San José del Palmar, no departamento do Chocó, cerca de 240 km a oeste de Bogotá, a uma profundidade estimada entre 82 e 120 km, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC) e agências internacionais. O tremor foi sentido em praticamente todo o território nacional e também em regiões do Equador, da Venezuela e do Panamá.

Cidades mais afetadas

Os danos estruturais mais graves foram registrados em Cali, Manizales, Pereira, Quibdó e Armênia. Em Manizales, a torre da catedral da cidade desabou. Moradores relataram desprendimento de fachadas e colapsos parciais de edificações em diferentes pontos dessas cidades. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, decretou toque de recolher na cidade, das 20h às 6h, citando ameaças de saques, além de reforço policial e militar nas ruas. Em Bogotá, a prefeitura informou que não foram registrados danos estruturais significativos até o momento, mas seis pontos de coleta de doações (água potável, cobertores, alimentos não perecíveis, itens de higiene) foram montados para apoiar as regiões mais atingidas.

Balanço de vítimas ainda incerto

O balanço mais recente, divulgado pela Associação Colombiana de Cidades Capitais (Asocapitales) com corte às 17h30 (horário local), aponta 132 mortos e mais de 570 feridos — números ainda preliminares e sujeitos a atualização, conforme avançam as avaliações de danos em cada região. Por cidade, a distribuição informada é: Pereira concentra o maior número entre as capitais, com 60 mortos; seguida por Cali, com 15; Quibdó, com 8; e Manizales, com 4. No Valle del Cauca, fora de Cali, foram contabilizadas cerca de 27 mortes, incluindo três crianças em Calima El Darién, segundo a governadora do departamento, Dilian Francisca Toro. Cinco cidades — Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armênia — permanecem em alerta vermelho.

Separadamente, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou desastre de caráter nacional e informou que, somente em Cali, há cerca de 188 pessoas desaparecidas e aproximadamente 5 mil residências danificadas ou destruídas — um balanço que ainda não está totalmente refletido no número consolidado da Asocapitales, o que ajuda a explicar por que diferentes fontes divulgam totais distintos neste momento. Um dos episódios mais graves da resposta à emergência ocorreu no Hospital Universitário de Cali, que teve parte da estrutura desabada, deixando pacientes da UTI presos nos escombros, segundo a governadora do Valle del Cauca. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, relatou 19 estruturas colapsadas com pessoas presas, e pediu reforço de equipes de resgate.

Resposta internacional

Governos de diferentes países manifestaram apoio à Colômbia após o terremoto. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, publicou que o governo americano está "monitorando de perto" a situação e "pronto para apoiar o povo colombiano". O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou condolências pelas mortes, feridos e danos causados pelo sismo. O presidente colombiano afirmou que aliados internacionais já sinalizaram disposição de ajudar com o que for necessário, e prometeu balanços atualizados a cada duas ou três horas enquanto a situação evolui.

Por que o tremor foi tão forte e sentido tão longe

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o terremoto foi classificado como um evento intraplaca profundo, resultado da placa oceânica que avança sob o continente na região oeste do país, a uma velocidade estimada de 55 a 60 milímetros por ano, acumulando pressão liberada em eventos como este. A profundidade do epicentro (acima de 80 km) ajuda a explicar por que o tremor foi sentido a centenas de quilômetros de distância, incluindo capitais de países vizinhos. O órgão classificou o episódio como o maior terremoto registrado no país na última década, com energia liberada muito superior à dos terremotos históricos do Chocó (1995) e do Eixo Cafeteiro (1999). O SGC informou ainda que este evento não tem relação com o terremoto registrado na Venezuela em junho de 2026, nem com a atividade vulcânica monitorada no vulcão Puracé, que segue sob alerta.

O que sabemos

  • A magnitude (7,4), horário (7h34 local) e localização do epicentro (San José del Palmar, Chocó) foram confirmados pelo Serviço Geológico Colombiano e por agências internacionais como o USGS
  • Danos estruturais graves em Cali, Manizales, Pereira, Quibdó e Armênia, incluindo o desabamento da torre da catedral de Manizales, foram reportados por múltiplos veículos de imprensa colombianos e internacionais
  • O toque de recolher em Cali e a ativação de pontos de doação em Bogotá foram confirmados por autoridades locais em comunicados oficiais

O que ainda precisa ser esclarecido

  • O balanço final de mortos e feridos ainda não foi consolidado pelas autoridades colombianas no momento da publicação — os números têm mudado rapidamente nas horas seguintes ao terremoto
  • A extensão completa dos danos materiais em áreas rurais e de mais difícil acesso, especialmente no Chocó, ainda está sendo levantada

Fontes consultadas

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