O design de interiores vem se afastando do minimalismo ultra-frio e industrial que dominou boa parte da década passada. Publicações do setor, incluindo o Trendbook 2026 da Portobello, apontam um movimento em direção a materiais naturais, memória afetiva e ambientes mais acolhedores para 2026. Vale uma ressalva: são projeções e análises de tendência do setor de decoração e arquitetura, não pesquisas quantitativas com consumidores — a leitura correta é "o que os projetos e vitrines do setor estão indicando", não "o que a maioria dos brasileiros já mudou em casa".
Adeus ao minimalismo frio
O minimalismo ultra-frio — superfícies lisas, brancos absolutos, ausência quase total de textura — vem perdendo espaço nas referências de decoração para ambientes com texturas táteis, tons terrosos, madeira natural, palha e formas curvas. A diferença central está no propósito do espaço: onde antes a casa era tratada como vitrine, montada para impressionar visualmente, o movimento atual propõe pensá-la como abrigo emocional, um lugar para descansar de verdade, não só para exibir. Cores como verde sálvia, terracota, off-white e tons areia aparecem com frequência nas referências de decoração para o ano.
Decoração com memória: a combinação de peças novas e afetivas
A lógica do "tudo novo e combinado" — móveis e objetos comprados em conjunto, seguindo um catálogo fechado — perde espaço para uma abordagem mais pessoal. Projetos de 2026 valorizam a combinação entre peças novas, restauradas e afetivas, criando ambientes que contam uma história em vez de parecerem um showroom recém-montado. A ideia é que cada peça carregue um significado ou uma função clara, o que também ajuda a reduzir o acúmulo de objetos sem propósito.

