O Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, de virada, neste sábado (8), na Arena, pela 22ª rodada do Brasileirão. O resultado encerrou um jejum que durava desde 23 de maio, tirou o time gaúcho da zona de rebaixamento e, de quebra, empurrou o rival Internacional para dentro do Z-4.
Como o placar foi construído
O São Paulo abriu o placar aos 46 minutos do primeiro tempo, em lance que gerou confusão sobre a autoria: a arbitragem inicialmente creditou o gol ao atacante Calleri, mas as imagens mostraram que a bola já havia cruzado a linha após toque de Marcos Antônio, disputando a bola com o zagueiro Gustavo Martins. Ainda no intervalo, a arbitragem revisou e confirmou: gol contra de Gustavo Martins.
Logo no início da etapa final, aos 2 minutos, Wallace empatou de cabeça, após escanteio cobrado por Carlos Vinícius. A virada saiu aos 40 minutos do segundo tempo: Cristian Pavón cobrou falta direta e marcou — seu segundo gol consecutivo de bola parada pelo Grêmio.
A polêmica de arbitragem
A partida foi comandada por André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG), auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Guilherme Dias Camilo (MG), com Heber Roberto Lopes (SC) no VAR. O lateral-esquerdo Marlon reclamou publicamente no intervalo que a arbitragem não marcou uma falta em Villasanti no início da jogada que originou o gol do São Paulo — segundo ele, o lance seguinte, que terminou em gol contra, só aconteceu por causa dessa falta não assinalada.
Cartões e súmula
Nenhum jogador foi expulso na partida. Levaram cartão amarelo pelo Grêmio: Villasanti, Diego Caito e Kannemann. Pelo São Paulo: Luciano, Arboleda e André Silva (este entrou em campo como substituto). Não há registro de lesão relatada durante o confronto.
A crítica ao técnico e a resposta
O técnico português Luís Castro foi chamado de "burro" pela torcida durante o segundo tempo, no momento em que o jogo estava empatado em 1 a 1 e ele substituiu Carlos Vinícius por Braithwaite. Depois da vitória, Castro comentou a pressão que enfrenta no clube: disse que as análises sobre seu trabalho costumam ignorar a trajetória construída ao longo da carreira — 54 anos dedicados ao futebol, sendo 24 como jogador e 30 como treinador. "Meu time é o Grêmio, o meu jogo é aquele que vocês acabaram de ver, de luta", afirmou, reforçando que sua maior satisfação é ver a torcida, os jogadores e a diretoria felizes.


